Promoção nos próximos dois anos, participação nos lucros e horário flexível. Esses são alguns dos principais desejos das mulheres no mercado de trabalho segundo pesquisa realizada pelo vagas.com.br, no início de fevereiro, com 1500 mulheres empregadas.
De acordo com o levantamento, 54% das mulheres entrevistadas mudaram de emprego nos últimos dois anos - 47% delas para cargos acima da posição anterior - e 39% foram promovidas. Quer mais? Nada menos que 82% delas pretendem mudar de empresa caso não sejam promovidas nos próximos dois anos. Apesar disso, a maioria não quer assumir cargos de alta chefia, apenas 8% têm essa ascensão como meta. Segundo o estudo, apenas 19% ganham mais (de 10% a 20%) que seus companheiros.
Dividindo o lucro - Sobre os benefícios mais atrativos oferecidos pelas empresas, a surpresa é a PLR, com 61% das preferências, atrás somente da assistência médica (77%).
A flexibilidade de horário é o desejo de 33% das profissionais. Das mulheres que extrapolam a jornada de oito horas por dia (46%), 47% afirmam que sua vida pessoal é prejudicada em consequência desse expediente. Trabalhar dois dias em casa e três na empresa é o desejo de 87% das pesquisadas. Do universo total de respondentes, 17% trabalham em meio período.
Trabalho é importante - As mulheres também se mostraram mais decididas pela carreira e estão dispostas a adiar a gravidez do primeiro ou do segundo filho em função da vida profissional (38%). Dessas, 30% já possuem um filho e não teriam o segundo nos próximos quatro anos. E 22% não pretende ter filhos.
Perguntadas sobre a importância do trabalho em suas vidas, 100% responderam que é “muito importante’ ou “importante”. Apenas 1% deixaria de trabalhar para cuidar da família.
A pós-graduação está na mira de 17% das pesquisadas (41% do total das respondentes já possuem algum tipo de especialização).
Perfil da amostra - O perfil identificado na amostra é composto majoritariamente por mulheres que atuam em cargos de suporte à gestão (analistas, assistentes) e 23% em cargos de coordenação e gerência; 37% são bachareladas e 34% pós-graduadas. As casadas compõem 31% e as solteiras 41%. Pertencem à classe A, 15%; com salários entre R$ 4.419 e R$ 12.926; B, com 44%, salários entre R$ 2.565 a 4.418 e 32% da classe C, com salários entre R$ 2.565 a 4.418.